De acaso

Levantou, acendeu um cigarro e foi pensar no sonho que teve
Ela de novo roçando os braços dela nos dele
Por acaso e de novo.
Ninguém segura tanta perturbação. Nem ele.
Ainda mais as dela que é coisa que não passa
O sol da tarde deixa vivas as cores do apartamento
Só falta ela. Desta vez, sem os lamentos.
Esqueceu o protetor solar e foi viver sola, pensou.
Ele vai sentir falta da praça dela
Ainda mais sabendo agora, que a pequena voltou a escrever…

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